Uau!! entenda como funciona o labirinto de maze runner correr ou morrer




   Wes Ball, o diretor de “Maze Runner – Correr ou Morrer” – adaptação do best-seller de James Dashner – deu uma entrevista à Entertainment Weekly contando como foi o processo de criação do labirinto do filme e como ele funciona.
Logo que Ball terminou de ler o primeiro livro da série de James Dashner sobre um grupo de garotos que são misteriosamente aprisionados entre grandes paredes que formam um labirinto, seu cérebro começou a funcionar enquanto ele pensava em como o mundo criado por Dashner seria nas telas do cinema. O diretor ainda não tinha nem assinado o contrato para dirigir o filme, mas foi logo colocando suas ideias em prática através de um computador e um plano de fundo.
Especialista em efeitos visuais, Ball já criou e dirigiu um curta metragem de animação pós-apocalíptico chamado “Ruin” (2012), e correu para utilizar alguns destes mesmos efeitos 3D da animação para tentar construir o labirinto de Maze Runner. “Essa imagem foi o meu caminho para a história: uma pequena animação conceitual que mostra um jovem parado contra o sol com esses enormes muros a sua frente. Isso é como “O Senhor das Moscas”. É assustador, escuro e confuso.
Maze-Runner-Concept-Art-03
Na história, Thomas acorda cercado por cerca de trinta outros meninos (os Clareanos), que aprendem a sobreviver em uma comunidade auto-sustentável durante a tentativa de encontrar um caminho para sair do labirinto que os cerca. Apenas ao explorar os fragmentos de seu passado com pistas que ele descobre no labirinto, Thomas poderá descobrir seu verdadeiro propósito e uma maneira de escapar.
Como um orçamento de 100 milhões se tornou quase padrão para adaptações do gênero, a equipe por trás de filmes menores e com orçamentos mais controlados como Maze Runner precisa trabalhar muito para elaborar o conceito de um mundo que exige tantos efeitos especiais. Aqui está como o diretor e sua equipe de efeitos visuais trouxeram toda essa geografia complexa para as telas.
Ball começou desenhando sua própria renderização do labirinto completo:
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“James o descreve basicamente como um monte de caixas dispostas como um quadrado,” diz Ball. “Eu tive essa ideia que achei muito legal, com o labirinto parecendo um relógio.” Ball é intensamente modesto quando se trata de suas proezas e atividades artísticas de conseguir visualizar, reproduzir e criar mundos inteiros, sendo que este seu desenho serviu como base parar criar uma pequena maquete real do labirinto, que é utilizada no filme como um dos instrumentos dos garotos para mapear o misterioso local.
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E apesar do orçamento limitado, Ball abraçou a missão de elaborar um labirinto o mais real possível. “Eu queria faze-lo de forma crível, sem parecer algo mágico,” diz. “Este não é como o labirinto de Harry Potter, tentamos cria-lo com o máximo de realismo possível.”
O diretor começou com a altura das paredes. “No livro consta que elas tem aproximadamente 120 metros de altura. Quando comecei a fazer minhas previsões eu poderia projetar paredes deste tamanho, mas o que eu pensei foi… se elas tivessem 120 metros, não seria possível coloca-las nos quadros da filmagem, e isso não seria uma experiência visualmente interessante,” diz ele. “Acabamos ficando na zona dos 30/40 metros, e isso já pareceu grande o suficiente para você se sentir como se estivesse numa prisão, mas não tão grande para fazer com que durante o filme você só veja concreto.” Segundo ele, o labirinto torna-se mais ameaçador e imponente sem que as paredes atinjam uma altura excessiva.
Maze Runner (2014) (concept art of Maze)
“Eu quis ter certeza de que o labirinto tivesse muitos “sabores” diferentes,” diz Ball, que criou uma lógica visual no labirinto que muda conforme você se afasta do centro. Mais perto da Clareira, “tudo é muito orgânico, com mais mato e concreto; e então ele começa a se tornar mais de metal e você sente a própria mecânica do labirinto. Indo mais para as bordas, você realmente encontra a ficção científica dele.” Ele acrescenta: “É como uma grande máquina em que eles estão adentrando.”
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A história de Dashner também descreve um labirinto que nunca toma a mesma forma duas vezes, o que é uma bela e provocante ideia para um livro. Mas Ball queria uma explicação mais racional para isso acontecer. “Nós não poderíamos ter paredes móveis em todos os lugares,” ele ri.
Mas talvez o fato mais inovador sobre a filmagem de Wes Ball é o fato de ele optar pelo máximo de autenticidade possível. Claro, o filme depende de muitos efeitos visuais e tem algumas cenas gravadas em tela verde, mas a Clareira é um campo verdadeiro construído na cidade de Baton Rouge em Los Angeles, onde também construíram cabanas e jardins para recriar o mundo em que os garotos vivem no livro. Ball também encontrou uma fundação de hotel demolido onde a equipe de produção montou um labirinto improvisado e pequenos marcações para que eles pudessem filmar em luz solar real e no concreto verdadeiro. E onde eles não tiveram capacidade de recriar uma pequena seção do labirinto, Ball chegou a experimentar novos ângulos de câmera e fez algumas das sequências de ação mais elaboradas do filme, abordando novos pontos de visão como se os jovens estivessem correndo em torno de um número infinito de diferentes cantos do labirinto.
“Eu queria que eles tivessem suor real sobre os seus rostos,” diz Ball, o que em última análise não era um grande problema. Às vezes, diz ele, “a temperatura estava alta demais e eles (os atores) passavam o dia todo suados, o que era bem divertido embora um pouco desconfortável para se lidar.”
Maze Runner: Correr ou Morrer” chega aos cinemas brasileiros em 18 de setembro. Assista ao trailer do filme:

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